16.12.03
Às vezes sigo pela pista mais veloz, observando a velocidade relativa. Doutras vezes sigo a pista onde existe um espaço maior na minha frente.
Há dias em que conduzo bem, tem dia que dirijo feito uma doida.
Ahm. Isso é uma metáfora?
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Há dias em que conduzo bem, tem dia que dirijo feito uma doida.
Ahm. Isso é uma metáfora?
14.12.03
este blog é uma tragédia. d mês em mês, um grande elefante a ser deglutido!! hehe
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Acordei hoje de manhã meio cedo pra um domingo, e com um pouco de preguiça me joguei no sofá da sala, os jornais de ontem espalhados no chão. Dei com o olho nesta reportagem e me interessei, já que eu mesma acompanhei um pouco dos blogs das pessoas mencionadas.
Li, e sabe, me ficou na cabeça. Como peças jogadas que foram lentamente se movendo ao longo do dia. Li e deu pra perceber que "As invasões bárbaras" é mesmo um bom filme, apenas pelo fato de ser capaz de suscitar tantas idéias.
Mas como a realidade mostrada no filme pode ser diferente da nossa vida real... Digo, nossa vida de classe média brasileira tratada na matéria. Classe média brasileira urbana e "intelectual".
E como isso é específico.
Não, nós não estamos no Canadá, e emprego deve ser bem mais difícil aqui do que lá, aposto.
Oui oui, nossa privilegiada educação privilegia aspectos culturais mais europeus do que brasileiros ou seja lá o que for. Dá uma vontade de conhecer os "berços da cultura", e cadê a grana? Enquanto isso, jovens mochileiros estrangeiros vêm pra cá antropofagar um pouco nossa bagunça, e é muito fácil encontrá-los por aí nessa época do ano, nos mesmos bares e boates que costumamos freqüentar.
Oh yeah, eu estou falando da classe que pode até ter grana pra consumir e viajar, mas que critica e se exclui daqueles que consomem (ou querem consumir) a grande massa. Faustão no domingo, lua-de-mel em Cancún, Sandy, filme-pipoca, Britney, Caras, Linkin' Park.
Bom mesmo é ter câmera digital (eu nem me importava de ter uma). Upgrade no computador. MP3 player, melhor que gravador de CD. Gravador de CD já que nossos sons não vendem piratão no camelô. Livros e livros. Jornal nem tanto, há a Internet. Banda larga, lógico. Apartamento confortável, viagens de férias, lazer e beleza.
Tudo pela arte, tudo pela informação, tudo por diversão.
(Tudo, tudo que amo muito e quer me convencer a lanchonete a tentar ser junkie diferente, ser junkie inconsciente - fuck off!!, grito assustada. Ameaçada. Eles não podem me pegar, ainda que eu queira tudo como todos devem querer)
E se eu não for Sebastién e não tiver grana pra tudo isso??
E se eu largar um pouco de brincar com o umbigo e focar mais no quanto meu mundinho é mesmo limitado - e "geração" é relativo, "inovação" é relativo. (Falta de grana é muito muito relativo)
Só o que sei é que emoção, essa sim, esse -ão diferente, é valor absoluto. E danem-se os -ismos vazios. Vazios não, esvaziados. Por mim mesma, que não os sinto. Que não sinto tanto em "As invasões bárbaras" porque penso tudo isso e porque não sou velha intelectual.
E então eu levantei do sofá e fui me arrumar, pra ir no supermercado aproveitar oferta da cerveja que desce redondo (desculpa, Pedro hehe) pro meu churrasco de aniversário na semana que vem. Bom ano, os meus 19. Venham comemorar... (eu sei que ainda me falta um pouco pras neuras chegarem com força total)
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Li, e sabe, me ficou na cabeça. Como peças jogadas que foram lentamente se movendo ao longo do dia. Li e deu pra perceber que "As invasões bárbaras" é mesmo um bom filme, apenas pelo fato de ser capaz de suscitar tantas idéias.
Mas como a realidade mostrada no filme pode ser diferente da nossa vida real... Digo, nossa vida de classe média brasileira tratada na matéria. Classe média brasileira urbana e "intelectual".
E como isso é específico.
Não, nós não estamos no Canadá, e emprego deve ser bem mais difícil aqui do que lá, aposto.
Oui oui, nossa privilegiada educação privilegia aspectos culturais mais europeus do que brasileiros ou seja lá o que for. Dá uma vontade de conhecer os "berços da cultura", e cadê a grana? Enquanto isso, jovens mochileiros estrangeiros vêm pra cá antropofagar um pouco nossa bagunça, e é muito fácil encontrá-los por aí nessa época do ano, nos mesmos bares e boates que costumamos freqüentar.
Oh yeah, eu estou falando da classe que pode até ter grana pra consumir e viajar, mas que critica e se exclui daqueles que consomem (ou querem consumir) a grande massa. Faustão no domingo, lua-de-mel em Cancún, Sandy, filme-pipoca, Britney, Caras, Linkin' Park.
Bom mesmo é ter câmera digital (eu nem me importava de ter uma). Upgrade no computador. MP3 player, melhor que gravador de CD. Gravador de CD já que nossos sons não vendem piratão no camelô. Livros e livros. Jornal nem tanto, há a Internet. Banda larga, lógico. Apartamento confortável, viagens de férias, lazer e beleza.
Tudo pela arte, tudo pela informação, tudo por diversão.
(Tudo, tudo que amo muito e quer me convencer a lanchonete a tentar ser junkie diferente, ser junkie inconsciente - fuck off!!, grito assustada. Ameaçada. Eles não podem me pegar, ainda que eu queira tudo como todos devem querer)
E se eu não for Sebastién e não tiver grana pra tudo isso??
E se eu largar um pouco de brincar com o umbigo e focar mais no quanto meu mundinho é mesmo limitado - e "geração" é relativo, "inovação" é relativo. (Falta de grana é muito muito relativo)
Só o que sei é que emoção, essa sim, esse -ão diferente, é valor absoluto. E danem-se os -ismos vazios. Vazios não, esvaziados. Por mim mesma, que não os sinto. Que não sinto tanto em "As invasões bárbaras" porque penso tudo isso e porque não sou velha intelectual.
E então eu levantei do sofá e fui me arrumar, pra ir no supermercado aproveitar oferta da cerveja que desce redondo (desculpa, Pedro hehe) pro meu churrasco de aniversário na semana que vem. Bom ano, os meus 19. Venham comemorar... (eu sei que ainda me falta um pouco pras neuras chegarem com força total)
12.12.03
Papa-pa-pa-pa...
you can go outside where the sun and the people blind you
you can go outside where the love of the people find you
people find you
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you can go outside where the love of the people find you
people find you
26.11.03
Porque são 7 e 42 e às 8 estarei entrando em meu carro limpinho por dentro. E vou ver o dia bonito bem debaixo dele. É que eu acordei sozinha, sem despertador, 1 hora antes do necessário, e vi o dia bonito. Porque é gostoso descascar laranja (prometo fazer cobrinhas de casca algum dia - eu espero que alguém goste delas como eu gostava quando criança). E aquela música legal que toca nas naites, eu descobri o nome por acaso, e já acabou de baixar. 4 minutos. Porque me sinto "here comes the sun, it's alright" com o silêncio interno de "you were only waiting for this moment to arrive". E eu não me importo se meu blog é feio ou os posts meio bobos. E eu me importo com aquele cara com quem eu me sinto bem.
Porque hoje de manhã eu li mais coisas bonitas que uma boa amiga escreve. E também li um comentário apropriado sobre o filme de ontem (eu já tinha lido, mas agora fez todo sentido).
E ainda preciso me enviar artigos por e-mail. e arrumar a mochila da ginástica.
Porque preciso partir pro dia. Em 7 minutos.
(E tudo que tenho que fazer é o melhor possível - é só o possível que varia)
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Porque hoje de manhã eu li mais coisas bonitas que uma boa amiga escreve. E também li um comentário apropriado sobre o filme de ontem (eu já tinha lido, mas agora fez todo sentido).
E ainda preciso me enviar artigos por e-mail. e arrumar a mochila da ginástica.
Porque preciso partir pro dia. Em 7 minutos.
(E tudo que tenho que fazer é o melhor possível - é só o possível que varia)
16.11.03
Fotografia 3x4
E na sua fotografia ele dizia, "Você não sabe de nada...". Com voz doce, firme, e um leve sorriso incontido nos lábios, como se a apontar orgulhosamente com o dedo minha ignorância sobre sua pessoa.
De fato não sei. Não sei de quantos dias era aquela barba, qual será a frequência de seu barbear? Não sei se seus olhos assim fundos e sábios são simples resultado de uma noite mal-dormida. E se essa terá sido por prova, pesadelo, ou quem sabe dor de cotovelo.
Será que a blusa que usa, ele ganhou de presente? Presente especial de pessoa hoje ausente. Ou compra impulsiva que ele fez num repente.
Não sei se verde é sua cor preferida ou se, apressado, vestiu a primeira roupa ao abrir o armário.
As férias preferidas, os amigos queridos, os amores que viveu, o que faz da vida, as idéias que o movem.
Eu não posso ter certezas, e ele também não sabe se, em um vislumbre, atingi de raspão qualquer pedaço da maravilha ou da loucura de sua vida.
Que sua pose me desafia e me atiça a curiosidade, propositalmente ou não. Que a curiosidade em mim dilui-se na certeza da incompreensão.
Desconhecidos.
ouvindo: burning down the house - the cardigans & tom jones
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De fato não sei. Não sei de quantos dias era aquela barba, qual será a frequência de seu barbear? Não sei se seus olhos assim fundos e sábios são simples resultado de uma noite mal-dormida. E se essa terá sido por prova, pesadelo, ou quem sabe dor de cotovelo.
Será que a blusa que usa, ele ganhou de presente? Presente especial de pessoa hoje ausente. Ou compra impulsiva que ele fez num repente.
Não sei se verde é sua cor preferida ou se, apressado, vestiu a primeira roupa ao abrir o armário.
As férias preferidas, os amigos queridos, os amores que viveu, o que faz da vida, as idéias que o movem.
Eu não posso ter certezas, e ele também não sabe se, em um vislumbre, atingi de raspão qualquer pedaço da maravilha ou da loucura de sua vida.
Que sua pose me desafia e me atiça a curiosidade, propositalmente ou não. Que a curiosidade em mim dilui-se na certeza da incompreensão.
Desconhecidos.
ouvindo: burning down the house - the cardigans & tom jones
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Em construção.
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15.11.03
Teste
Em construção
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